Coloquei uma roupa, tomei uma xícara de café, peguei a biz e me mandei. As duas - minha mãe e minha irmã - ficaram falando da minha "despreocupação" (se me permitem o eufemismo). Eu ainda escutava a voz delas quando fechei o portão.
Cheguei ao local da prova com cara de sono, todos já estavam na sala. Então me identifiquei e esperei a prova, que logo puseram à mesa. No geral, ela estava boa, não foi perfeita, mas deu para fazer muitas questões consciente da resposta certa. Eu não gostei da parte de geografia, principalmente daquelas chatices sobre vegetações e climas. Terminei, enfim. Fui um dos últimos a sair da sala, e de lá fui embora. Cheguei em casa, joguei o caderno de questões na minha cama e fui ver o jogo do Vasco x São Paulo.
De repente, quando estou no meu notebook (fazendo uma besteira qualquer), minha mãe entra e diz que vai dar uma lida na prova. Meia-hora depois, passo no quarto dela e vejo o caderno de questões fechado, deixado de lado. Olhei para a prova, e então ela, meio sem jeito, disse: "É difícil demais, não entendi quase nada".
Pronto. Foi o suficiente para me dá um nó na garganta e uma vontade danada de chorar. No duro. Fugi para o meu quarto e aquilo me deixou mal p/ cacete, nem sei explicar direito.
É num momento como este que a consciência de todo o sacrifício que ela faz por mim me deixa deprimido pra caramba. Tudo que eu sou, eu devo a ela. Se eu sei escrever uma mísera palavra, é graças a ela. Toda a educação que eu recebi, eu devo a ela.
Deus permita que eu seja digno de pelo menos 1/3 do amor que ela dedica a mim.
2 comentários:
Liindo amor!! Merece sim,viu! Beijo!
o velho medo de decepcionar...
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