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domingo, 25 de maio de 2008


O Segredo de Berlim (The Good German, 2006)

Filme do diretor Steven Soderbergh. O cara foi ousado em fazer este filme, é tudo à moda antiga! O ambiente se passa na Alemanha pós-guerra, com os nazistas já derrotados e uma nação totalmente devastada em miséria.
O drama acontece em meios aos interesses políticos dos E.U.A, Rússia e Inglaterra, que fingem estar em uma conferência de paz, em Berlim, mas na verdade buscam cientistas alemães que deveriam estar presos, isto para melhorarem suas armas bélicas.
George Clooney faz um papel de um jornalista americano que desembarca em Berlim e acaba reencontrando um amor antigo (Cate Bluncheet), esta por sinal acabada pela guerra e levando a vida como prostituta (a atriz leva jeito pra esses papéis, não é a primeira vez faz esse tipo de personagem).
Porém quando o jornalista a encontra, ela está em um caso com o personagem de Tobey Maguire (o "Peter Parker" do Homem-aranha). Daí acontece um assassinato misterioso com um dos personagens. Entretanto, o único interessado em resolver este caso é o próprio George Clooney, um desafio em tanto em meio a podreira da política militar e aos mistérios de Bluncheet.
Mais o melhor do filme mesmo, é o seu estilo. Um verdadeira homenagem aos dramas dos anos 40. No melhor estilo preto e branco, poucos ângulos para uma cena... e a passagem de uma cena à outra? Nostálgico, muito massa mesmo.
Isso foi intencional, muitos críticos disseram que é muito similar ao filme "Casablanca", muito parecido mesmo, procurarei assistir este para fazer a comparação.
Um fato curioso aconteceu durante as filmagens, 7 pessoas foram infectadas por hepatite A, deu uma epidemia na equipe do filme (azar da porra!).

O filme foi indicado ao oscar por melhor trilha sonora, e com mérito. A trilha é bem marcante, estilo típico de filmes antigos.
Cinema é fantástico mesmo, os caras conseguiram recriar todo o ambiente pós-guerra da Alemanha trucidada, sem condições. Um filme nostálgico, para quem admira filmes antigos... é um prato cheio!

O filme tem uma frase marcante, aparecendo mais de uma vez: "There is always something worst", ou seja, "Existe sempre algo pior".
Daí dá para notar o clima do filme, drama com força.
'Wandson, 25/05/02008

domingo, 11 de maio de 2008


Dália Negra (The Black Dahlia), 2006

Filmão dirigido por Brian De Palma... fala sobre um assassinato ocorrido na década de 40 a uma jovem (ela é a Dália negra) que aspirava à fama.

Dois parceiros policiais se envolvem na causa, só que um deles já estaria envolvido antes de o assassinato ocorrer! Sem contar que o assassino que deu estímulo para um dos tiras entrar na vida policial está prestes a ser solto!

Hilary Swank (a boxeadora de "Menina de Ouro") e Scarlett Johansson encantam as cenas com suas atuações. Josh Hartnett faz o palpel do protagonista do filme, pensei que não o conhecia, depois soube que o mesmo atuou em "Pearl Harbor".

As cenas são bem marcantes, mostrando que a fotografia faz a diferença em um filme, não é à toa que, nesse aspecto, o filme foi indicado ao Oscar por melhor fotografia. Os cenários são belíssimos.

Pow, acertei nas escolhas, pena que o fim de semana acabou...

'Wandson, 12/05/2008 (madrugada)

O expresso da meia noite (Midnight express), 1978


Pow, assisti ainda agora! Um filme do diretor Alan Parker, que dirigiu, entre outros, "A vida de David Gale" e o "The wall" do Pink Floyd. O filme é baseado em uma história real, que se passa na década de 70.
Um americano é preso na Turquia por tentar sair do país com drogas (haxixe). Pro azar dele isto aconteceu no momento errado, pois as relações entre os países não estavam nada boas. Então, o kra acaba sendo usado como bode expiatório nessa relação, e, conseqüentemente, tem muito azar.
O filme apresenta algumas cenas fortes, considerando também a data de lançamento... Um exemplo, é quando sua namorada vai visitá-lo na prisão turca, e o protagonista, já muito debilitado a pede pra tirar a roupa em frente ao espelho que os separam. Cenas de violência também não faltam.
"Expresso da meia noite", como sugere o nome, não se trata de algum transporte, e sim, de uma expressão para indicar que a única opção de sair da prisão turca é a fuga!
Agora, é lamentável que o jovem ator Brad Davis (este no centro da foto) não esteja mais entre nós, uma morte prematura para um jovem talento. Quando o via no filme, só me vinha a mente a figura de Jim Morrison, me lembrou muito.
Um ótimo filme, mais um motivo pra minha admiração pelos trabalhos de Alan Parker.
'Wandson, 11/05/2008