A incapacidade de controlar as emoções é terrível para quem é demasiado racional. Nos sentimos impotentes, fracos e derrotados diante das circunstâncias. Isso é muito desconfortável. É duro ser humano, demasiado humano.
Não sei o que quero dizer exatamente com esse texto, estou escrevendo sem objetivo nenhum.
Conversei com uma colega estudante de psicologia - uma adorável pessoa vale dizer; ela me disse que quando estamos tristes, acreditamos que as músicas nos dão sinais, principalmente se essas músicas chegam até nós por acaso. Lembrei-me que no mesmo dia, eu havia escutado no rádio (um produtor de acasos) uma música que dizia algo: "a primeira namorada, o primeiro bem-querer não dá para esquecer" (rs, era um forró bem meia-boca). O apego ao passado é triste, e nossa ilusória imaginação é a principal responsável por superestimar momentos que já se foram.
Mas não é dessa música que quero falar. O momento que estou vivendo pode ser imaginado por alguns trechos da música "Ainda é cedo", da Legião Urbana.
"Era quase escravidão
Mas ela me tratava como um rei
Ela fazia muitos planos
Eu só queria estar ali
Sempre ao lado dela
Eu não tinha aonde ir
Mas, egoísta que eu sou,
Me esqueci de ajudar
A ela como ela me ajudou
E não quis me separar
Ela também estava perdida
E por isso se agarrava a mim também
E eu me agarrava a ela
Porque eu não tinha mais ninguém
E eu dizia: - Ainda é cedo
cedo, cedo, cedo, cedo.
Sei que ela terminou
O que eu não comecei
E o que ela descobriu
Eu aprendi também, eu sei
Ela falou: - Você tem medo.
Aí eu disse: - Quem tem medo é você.
Falamos o que não devia
Nunca ser dito por ninguém
Ela me disse: - Eu não sei mais o que eu
sinto por você.
Vamos dar um tempo, um dia a gente se vê.
E eu dizia: - Ainda é cedo
cedo, cedo, cedo, cedo.
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